Biodiesel pode trazer benefícios aos produtores de soja



13.01.2020

Segundo Erasmo Carlos Battistella, presidente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) e da fabricante gaúcha de biodiesel BSBios, com sede em Passo Fundo (RS), um novo ciclo está se iniciando no mercado de biodiesel. A afirmação foi feita durante entrevista ao site Dinheiro Rural.

“O setor de produção de biodiesel está em um momento histórico e que pode beneficiar toda a cadeia no país”, informou o presidente da Aprobio.

Desde setembro do ano passado, os consumidores de diesel podem contar com a possibilidade de um combustível mais verde para abastecer suas frotas de caminhões, camionetes e máquinas agrícolas. Isso porque os postos foram autorizados a vender o diesel com um maior porcentual de biodiesel, o biocombustível obtido pela combinação química de certos alcoóis a óleos de gordura animal ou óleos vegetais, como o de soja, algodão, mamona ou girassol.

Até agosto, o porcentual obrigatório era de 10% de biodiesel (B10). Vinculada ao Ministério de Minas e Energia, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) tornou obrigatório o teor de 11% de mistura (B11), podendo chegar a 15% (B15) imediatamente, dependendo da disposição da distribuidora. “É um grande avanço para toda a indústria, pois permite oferecer maiores concentrações já e não um porcentual fixo, como era antes”, diz Battistella.

Esse incremento pode beneficiar os produtores de grãos, especialmente de soja que é, atualmente, a principal matéria-prima para a obtenção do biodiesel. “Acredito que a necessidade pelo grão de soja deve crescer bastante daqui para a frente”, afirma o executivo.

A estimativa da Aprobio é de cerca de 3 milhões de toneladas adicionais de soja por ano. Em 2018 foram processadas cerca de 17 milhões de toneladas, equivalente a 70% da matéria-prima para a fabricação do biocombustível.

Fonte: site Dinheiro Rural

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